Preste atenção em duas cenas que mostram a minha rotina de trabalho em dois momentos distintos. Tente observar o que há de diferente e o que tem de similaridade nas duas situações. 

1ª cena: me acordo por volta das 06:00 da manhã em uma segunda-feira, faço meus rituais matinais, pego o carro, enfrento um trânsito terrível e dirijo até meu trabalho porque preciso chegar por volta das 08:00. Chegando ao escritório já entro na sala do chefe para uma reunião. 

Depois de 40 minutos vou pra minha sala e lá eu me divido entre as planilhas financeiras e relatórios administrativos no computador, conversas por telefone com meus supervisores, organização de documentos no computador, contato com fornecedores e resolução de problemas que surgem no decorrer do dia.

Paro por volta das 13:00 para almoçar no refeitório da empresa ou levo alguma coisa de casa e 1 hora depois volto para a mesma rotina. Só por volta das 20:00 é que consigo finalizar porque sempre aparecia alguém no escritório para me interromper. 

Entro no carro louca para chegar em casa, mas ainda preciso enfrentar mais 1 ou 2 horas de trânsito para ter descanso. Quando chego em casa é por volta das 21:00 ou 22:00, dou um cheiro na filha e caio na cama de sono.

2ª cena: me acordo por volta das 08:00 da manhã em uma segunda-feira, faço meus rituais matinais, pego minha mochila com os equipamentos e vou caminhando para um café próximo de casa. Sento em uma mesa com tomada, tiro o notebook da mochila, peço um cappuccino e começo a trabalhar.

Começo olhando o Todoist para verificar minha lista de tarefas do dia, depois confiro o Trello para gerenciar o que a equipe dos meus clientes precisam desenvolver durante a semana. Aproveito para notificar alguns deles no Slack, mesmo que eles só me respondam mais tarde. Afinal, estou em um fuso de 6 horas de diferença.

Continuo minhas atividades com as planilhas financeiras e relatórios administrativos, mas preciso dividir meus horários para cada cliente. Por volta das 12:00 paro para almoçar e peço uma salada de salmão no mesmo café.

Aproveito para conferir as redes sociais, falar com amigos, conversar nos grupos do telegram que eu participo, fazer anotações no Keep para o meu curso de Gestão Virtual e fazer amigos com a turma que está trabalhando no mesmo lugar.

Volto a trabalhar por volta das 14:00 sem ninguém para me interromper, aproveito para organizar os documentos no drive, atualizar informações bancárias e preparo a reunião de mais tarde. 

Por volta das 16:00 entro no zoom para participar da reunião com um dos meus clientes que dura em torno de 30 minutos, volto para o notebook e finalizo algumas pendências.

Às 17:00 coloco o equipamento na mochila e vou dar uma volta pela orla. Afinal, consigo trabalhar de frente para a praia. No final do dia volto para casa caminhando e totalmente renovada.


Saiba como eu comecei a trabalhar com a Gestão Virtual

Duas cenas, dois lugares diferentes, duas rotinas de trabalho com atividades similares. A 1ª cena ocorreu em algum mês de 2016 em Belém/PA e a 2ª cena aconteceu em outubro de 2019 em Antalya/Turquia.

Até dezembro de 2017 eu acreditava que minha vida profissional iria se resumir à 1ª cena, pois eu jamais imaginei que um dia eu poderia desenvolver as mesmas atividades de qualquer lugar do mundo.

Na verdade, quando resolvi viver como nômade digital eu ainda não conseguia entender como eu poderia transformar em trabalho online toda a minha experiência profissional. Mas isso aconteceu porque eu não conhecia o universo digital.

Mais ainda porque a minha mentalidade ainda era de funcionária de empresa e não de empreendedora. Eu não queria enxergar que tudo o que eu fazia presencialmente poderia ser desenvolvido de forma remota usando as ferramentas adequadas.

E aí eu te pergunto quantas atividades você faz no escritório que poderiam ser feitas de dentro da sua casa ou de qualquer lugar? Quantas reuniões (discussões) presenciais improdutivas poderiam se transformar em encontros virtuais eficientes?

Sabe aquelas horas que você perde no trânsito ou dentro do ônibus lotado? Poderiam ser aproveitadas para fazer alguma atividade física, uma caminhada na praia, criação de novos projetos, mais tempo com os filhos ou simplesmente para antecipar tarefas.

Tem dias que eu trabalho feito louca, até mais do que algumas segundas-feiras do tempo que trabalhava em escritório. Mas consigo compensar essas horas em outros dias. Além disso, só o fato de trabalhar fora do escritório, ter um cenário novo a cada 2 meses e conhecer novas pessoas, já me dá um ânimo danado.

Não estou falando que você precisa largar tudo para se tornar nômade digital como eu, mas que é possível ter mais qualidade de vida com um trabalho remoto, flexibilidade de horário e liberdade geográfica.

O que eu estou querendo dizer é que é absolutamente possível e real você trabalhar no que já faz hoje sem precisar estar preso dentro de um escritório ou, mais ainda, sem ser funcionário de ninguém.

Mas eu sei também que é natural você amar o que faz, mesmo sendo funcionário CLT e com uma rotina cheia de regras e horários. Fica tranquilo que você não é nenhum ET por ser assim, aliás tenho vários amigos que pensam da mesma forma.

Eu falo isso porque eu era feliz sim na 1ª cena, mas minha vida mudou para melhor quando escolhi a 2ª cena. Isso porque existem alternativas para trabalhos convencionais e você não precisa passar a vida inteira fazendo o que ama, mantendo a mesma rotina.

Vou te propor um desafio:

liste todas as atividades que você faz no seu trabalho e depois procure por alternativas na internet (ferramentas e plataformas) que podem ajudá-lo a desenvolver as tarefas fora do escritório. Não esquece de postar a sua experiência aqui nos comentários.

Quer fazer uma grande transformação na sua vida? Se prepare para fazer o curso Gestão Virtual e siga carreira em uma das profissões mais promissoras do momento.

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